O ouro, conhecido pelo seu brilho, raridade e facilidade de ser trabalhado é no entanto, no seu estado puro, muito denso e macio. É imune à água e ao oxigénio. Não mancha nem oxida. Resiste à maioria dos ácidos e pode durar para sempre.

Uma estimativa recente indica que existem menos de 40 mil toneladas métricas no subsolo, menos de metade do que já foi extraído. A quantidade de ouro disponível é por isso bastante limitada. Em média, para produzir apenas um grama de ouro fino é necessário extrair mais de 112 toneladas de minério. Os custos cada vez mais elevados da mineração do ouro, associados à necessidade de minas cada vez mais profundas e tecnologias mais avançadas, bem com a cada vez maior procura por parte da indústria, electrónica, odontologia e joalharia faz prever grandes dificuldades na satisfação da procura num futuro bem próximo.

Mina de Ouro

Mina de Ouro

A utilização do ouro, em termos percentuais, é de cerca de 7% para a electrónica, 6,5% para a odontologia, 25% para a cunhagem de moedas e medalhões (oficiais e comemorativas), 55% para a fabricação de jóias e ourivesaria em geral e os restantes 6.5% usados na indústria, nomeadamente na indústria automóvel.

O ouro tem sido desde sempre usado como referência, como moeda universal com valor facial ou cambial e como reserva de valor para os Bancos e os Estados. É difícil o ouro ser outra coisa que não dinheiro, pois ele possui todos os requisitos necessários de uma moeda. Disponibilidade, portabilidade e aceitação. Mesmo quando transformado em jóias ele não perde valor e continua sendo “moeda de troca” aceite em todo o Mundo. Tem ainda vantagens que o dinheiro (moeda ou papel) não oferece. Não sofre com a inflação e não pode ser desvalorizado por decreto dos governos. Desde 1990, a maior parte dos países abandonou o padrão-ouro como forma de garantir o valor do papel-moeda que assim deixou de ter contrapartida real.

Em geral, são os bancos centrais quem detém o monopólio sobre a emissão de moeda e esta é emitida e controlada pelos governos dos países, que são os únicos a fixar e controlar o seu valor.

O valor oficial ou cotação do ouro é estabelecido duas vezes por dia, durante cinco dias na semana, em Londres, e é determinado pela relação de equilíbrio entre a procura e a oferta. Londres é o mercado de referência para a maioria das transações comerciais e de investimento em ouro nos países industrializados.

“Ouro Fino” é o termo metalúrgico que indica a pureza do metal. O ouro com pureza 0,999 por exemplo, contém 999 partes de ouro em 1000 e é o padrão do comércio nos mercados internacionais de metais preciosos.

“Ligas de ouro” liga-se o ouro com outros metais para melhorar as suas características mecânicas. O ouro puro (24k) raramente é usado na produção de jóias. Sendo muito macio, deforma-se com facilidade. A liga mais comum é a de 18 k, na qual entram 75% de ouro, e os restantes 25% em outros metais, tais como prata ou cobre. Em Portugal a liga mais comum é a de 19.2 k a que correspondem 800 partes de 1000 ou 80% de ouro.

“Quilate” é o padrão oficial que determina o teor do ouro de um artigo. O ouro de 24 quilates é ouro fino. 18 quilates, por exemplo, representam 18/24 (3/4) de ouro fino. São estabelecidos padrões mínimos que diferem de país para país.

Como o ouro é um metal precioso bastante caro, é usual recobrirem-se peças metálica com ouro ou banhar a ouro por processo eléctrico, a fim de tornar mais baratos os artigos. Os relógios são um bom exemplo disso. Denominam-se por folheados ou banho de ouro. Muitos outros termos podem designar este processo.