Ouro sobeDesde os atentados de 11 de Setembro de 2001, em Nova York, e a possibilidade de novos atentados terroristas, que o ouro acumula máximos sucessivos. Os analistas financeiros de Wall Street são unânimes em afirmar que a commodity metálica – ouro continuará a ser objecto de grande procura e valorização este ano e nos anos vindouros, tendo em conta, para além do já enumerado, a cada vez mais escassa oferta face à crescente procura dos mercados mundiais. O enfraquecimento do dólar e o risco de crédito que ensombra a dívida soberana de vários Países na Europa, bem como a inflação e as tensões nos Países do Médio Oriente e Norte de África, são factores que contribuem para a tendência que actualmente se verifica de deslocação de activos financeiros do mercado mobiliário de risco para mercados mais estáveis e tradicionalmente seguros, que beneficiam dessa mesma envolvente de risco. Um deles é o ouro. O metal é considerado pelos investidores uma espécie de porto seguro.

Qualquer crise económica ou geopolítica costuma afectar quem investe em acções, mas o ouro parece imune a tanta confusão. Foi seguramente o melhor investimento no ano passado e afigura-se de novo, este ano, como uma das melhores alternativas de investimento e segurança contra a inflação.
Ninguém pode dar garantias de que esta escalada de preços do ouro continue. Contudo já vai subindo há mais de uma década e isso é evidência suficiente para a maioria dos investidores, de que o preço do ouro não está inflacionado, mas sim, as economias a nível global estão debilitadas e perspectivam a curto ou médio prazo convulsões económicas a não desprezar.