Portugal e Venezuela estão entre os Países com maiores reservas de Ouro

Ouro de InvestimentoPortugal encontra-se no ranking dos Países com maiores reservas de ouro a par com a Venezuela que ocupa neste momento a posição 13 do referido ranking, segundo dados do Conselho Mundial do Ouro (World Gold Council).

A Venezuela produz actualmente cerca de 4 toneladas de ouro anuais e pretende subir este valor para mais do dobro, visando alcançar as 10 toneladas anuais.

Os Estados Unidos estão no topo da lista das nações com maiores reservas de ouro (mais de 8000 toneladas), seguido da Alemanha com quase 3500 toneladas.

O ouro continua a ter um papel muito importante nas reservas internacionais, representando cerca de por 62% destas, de acordo com o WGC.

Astúrias voltam a produzir ouro

As Astúrias voltam a produzir ouro. A empresa mineira Canadense “Orvana Minerals Corporation”, acaba de retomar a extração de ouro e cobre das jazidas de El Valle-Boinás (Belmonte de Miranda) y Carlés (Salas), dois projetos localizados na cintura do rio Narcea nas Astúrias, explorados entre 1997 e 2006 pela empresa “Rio Narcea Gold Mines”, altura em que foram encerrados.

A “Orvana Minerals” assumiu a propriedade das jazidas de ouro e cobre no Rio Narcea, em Setembro de 2009, após a anexação da empresa “Kinbauri Gold Corporation”, anteriormente titular dos direitos minerais na área, que por sua vez tinha adquirido à empresa “Rio Narcea Gold Mines”.

A retoma da actividade mineira em Belmonte y Salas porá fim a cinco anos de inatividade aurífera nas Astúrias. No Valle-Boinás y Carlés a empresa “Rio Narcea Gold Mines” extraiu 34 toneladas de ouro entre 1997 e 2006, quase inteiramente usando métodos de mineração a céu aberto.

Outra empresa mineira, também de capital Canadense, “Asturgold”, pretende iniciar a exploração nos lagos de Salave (Tapia de Casariego), embora esse projecto esteja a encontrar resistência por parte das autoridades regionais e dos vizinhos, por tratar-se de uma paisagem protegida do litoral. A jazida de Salave é considerada uma das maiores e de melhor qualidade (ainda não exploradas) na Europa Ocidental.

O ouro numismático não é adequado para investimento

Moeda de colecaoMuitos são os que se interrogam se num momento como este, em que o preço do ouro está a subir, se seria melhor investir em ouro para investimento ou ouro com valor numismático.

A diferença entre as moedas em ouro para investimento e moedas de ouro numismático é que o valor da moeda de investimento vai depender da quantidade de ouro que a mesma contém. Este não é o caso das moedas de ouro numismático, que são valorizadas pelos factores histórico, idade, raridade e condição.

Se entrarmos numa depressão económica, as moedas perderão valor, ainda que o preço do ouro continue a subir. O valor da moeda numismática depende da procura de colecionadores, e quando a economia se contrai, estes, tendem a vender maciçamente baixando ainda mais o seu valor.

Moedas de ouro de Investimento

Viena Filarmonica Moeda OuroA fábrica de moedas Austriaca “Münze Österreich AG” cunha a moeda de ouro “Filarmónica de Viena” desde 1989. Todos os anos surge uma nova série, embora o desenho da moeda original permaneça inalterada. De acordo com o WGC (World Gold Council), a Filarmónica de Viena era, em comparação com suas concorrentes, a moeda de ouro mais vendida em 1992, 1995, 1996 e 2000. A Filarmónica de Viena é uma das moedas de investimento em ouro, mais populares no mundo, ao lado do Krugerrand e da Maple Leaf. É uma moeda de ouro de 24 quilates, com uma pureza de 99,99%.

A moeda, de uma onça, tem um diâmetro de 37 mm e é a moeda de investimento, maior do mundo. A seguir ao Sul Africano Krugerrand e a Canadense Maple Leaf, a Liberty (Libertad Mexicana) é a terceira moeda de investimento para venda nos mercados internacionais. Esta moeda de ouro, também conhecida como Onça, é hoje um dos best-sellers do mundo das moedas de ouro de investimento. De 1981 a 1991, a Liberty tinha uma pureza de 90%. Em 1991 a Casa da Moeda do México aumentou o grau de pureza para 99,9%.

Ao contrário de outras moedas de ouro de outros países, a Liberty não apresenta qualquer valor facial. Seu valor é medido pelo seu peso. A Liberty tem curso legal no México.

A febre do Ouro

O ouro não pára de bater recordes nos mercados internacionais e está há várias sessões acima dos 1.520 dólares por onça. Este preço compara com os cerca de 280 dólares por onça que valia no início do ano 2000 e os cerca de 500 dólares a que estava cotado a meio da década.

Ontem atingiu mesmo um recorde histórico na Europa de 1.087 euros por onça. A crise internacional e a incerteza em relação aos produtos financeiros levou muitos investidores internacionais a refugiarem-se no metal amarelo. A justificar a corrida ao ouro estão a especulação, taxas de juro reais negativas, dólar fraco, subida global da inflação, bem como a crise da dívida soberana, aliadas a uma procura reforçada de ouro por parte de alguns bancos centrais, em especial de países como a China, Índia, Rússia e Taiwan, que se tornaram compradores líquidos para diversificarem as suas reservas.

George Soros, o especulador que ganhou mais de 1.000 milhões de dólares com os ataques à Libra e ao Sistema Monetário Europeu no início dos anos 90, já vendeu praticamente todo o ouro que possuía na convicção de que o preço não é sustentável e deverá cair no futuro próximo. O certo, porém, é que a escalada do preço do ouro levou alguns analistas internacionais a preverem a hipótese do ouro chegar aos 2.000 dólares por onça, ao mesmo tempo que começou a ser aceite como colateral em várias operações financeiras, em condições semelhantes às dos títulos de dívida pública francesa ou alemã.

Nos últimos anos o número de lojas que transaccionam o metal amarelo no nosso País disparou e parecem ser um negócio florescente, sinal de que também os portugueses estão contagiados pela febre do ouro.

Fonte: Económico | 26/05/11 00:04  

Porque o ouro não desvaloriza?

O ouro tem mantido o seu valor, independentemente do estado da economia, devido à sua resistência e escassez. O ouro é um dos poucos metais que não se degrada com o tempo, o que o torna altamente valioso. Devido à estabilidade do seu valor, as pessoas tendem a investir os seus bens em barras de ouro para se proteger contra a desvalorização do papel-moeda.

O preço actual de mercado do ouro, que neste momento já ultrapassa os US $1.500, e a procura, parecem indicar que há muita incerteza sobre o futuro que é diametralmente oposto ao que muitos economistas estão a declarar, ou seja, que estamos no bom caminho para a recuperação. Uma série de factores não são levados em conta para a elevada procura por ouro, incluindo um clima de instabilidade geopolítica com guerras generalizadas, assim como a guerra contra o terrorismo. As pessoas estão preocupadas com o futuro e, no caso de guerra, a única coisa que irá manter o seu valor, será o ouro.

Há vozes pessimistas que acreditam que vamos enfrentar uma grave recessão, ainda por vir. Eles sentem que a segunda parte da recessão pode ser ainda mais grave do que a primeira e que irá conduzir o valor dos metais preciosos a picos nunca antes vistos, em especial o ouro a prata. Vale a pena investir no preço actual de mercado do ouro, pois este pode até mesmo dobrar, se formos confrontados com uma hiperinflação ou o colapso de algumas instituições financeiras.

Durante muito tempo, a valorização do ouro em dólares ajustados à inflação manteve-se estável. Actualmente, e segundo esta medida de avaliação, o ouro a 1.400 dólares por onça regista um desvio padrão de 2,5 acima da sua média a longo prazo. E o ouro está também caro tendo em conta o seu custo de extracção, custo este que o Credit Suisse afirma situar-se nos 600 dólares por onça.

A Goldman Sachs aponta para valores de 1.690 dólares por onça até ao final de 2011, quase 20% acima do preço actual.

Não é o ouro que está a subir, mas sim o papel-moeda a desvalorizar, dizem alguns economistas. Com a desvalorização das poupanças e a crise financeira, aqueles que se refugiam no ouro tentam evitar a pesada factura.

Ouro, moeda padrão e símbolo de riqueza!

Símbolo de riqueza e importante factor económico em todas as épocas, a ponto de tornar-se padrão internacional de conversão de moedas por mais de um século, o ouro encontrou novas aplicações, no final do século XX, na indústria electrónica.

O ouro, elemento químico de símbolo Au, é um metal de cor amarela, denso e brilhante. Graças a essas características, bem como a sua inalterabilidade e raridade é o metal precioso por excelência. Apresenta certas propriedades físicas e químicas singulares: tem grande ductilidade, isto é, pode ser facilmente reduzido a fios sem se romper, sua maleabilidade é tão elevada que pode ser batido até alcançar uma espessura da ordem de 0,001 mm, em folha translúcida e tem pouca dureza, pelo que é frequentemente usado em ligas de cobre e prata. Bom condutor de calor e electricidade, o ouro não se altera em contacto com o ar e a água, mas é atacado pelo cloro e dissolve-se no mercúrio.

O ouro está amplamente distribuído na natureza, embora em concentrações escassas. Normalmente encontrado em rochas magmáticas, na forma de partículas de varias dimensões, bem como em rochas sedimentares e frequentemente em conexão em rochas metamórficas. Encontra-se mais frequentemente, em quantidades apreciáveis, em depósitos sedimentares clásticos denominados placers.

O ouro encontra-se em quase todas as regiões da terra, sobre as mais diversas condições de ocorrência. No Brasil durante muito tempo os depósitos mais importantes estiveram ao longo da Serra do Espinhaço em Minas Gerais, e a mina de ouro velho nas proximidades de Belo Horizonte é uma das mais profundas do mundo. Entretanto na segunda metade do século XX a principal área de extracção passou a ser a Amazónia.

Sob o ponto de vista da extracção, as minas de ouro pertencem a dois tipos. No primeiro tipo, as minas de rochas auríferas, geralmente localizados em filões. A exploração desse tipo de mina pode ser feita a mais de 3 mil metros de profundidade. O segundo tipo, as minas de depósitos aluviais auríferos, é de exploração bem mais fácil, o trabalho se faz por meio de dragas.

Na exploração de veios subterrâneos (filões), o metal é triturado, lavado e submetido à amalgamação, processo que consiste na mistura de grânulos de ouro com mercúrio em placas de cobre, para separá-los da ganga. Em outros casos, essa última fase é submetida pela reacção do ouro com cianeto de sódio, com posterior precipitação do metal puro por reacção com o zinco ou alumínio.

O tratamento do ouro, encontrado nas areias de aluvião é bem mais simples. A massa arenosa fina passa por calhas equipadas e desbastadores, e chega a coadores com fundo revestido de veludo filetado. O ciclo da extracção quase sempre finalizada com amalgamação, inclui ainda refinação, quando os ouros contêm impurezas, que podem ser eliminadas por compilação, por via química ou por electrólise.

Aplicações: por ser encontrado em forma relativamente pura na natureza e pela singularidade de suas propriedades físicas, o ouro tornou-se o mais apreciado dos metais, muito usado desde a antiguidade em joalharia, ourivesaria e em decoração. Artesãos egípcios, assírios e etruscos criaram, belos trabalhos de arte em ouro, material que era aceite na troca de bens e serviços.

Em joalharia, o ouro é geralmente empregue em liga com prata e cobre (ouro amarelo) com níquel (ouro branco) paládio ou platina. O ouro puro, vulgo ouro fino, é a liga com o menor teor de ouro baixo. O ouro é classificado por quilate que é cada uma das partes do peso do ouro puro em quantidades de 24 partes do metal usado para a liga.

Por sua elevada condutibilidade eléctrica e resistência a agentes corrosivos, o ouro é empregue na indústria eléctrica e electrónica, no revestimento de circuitos impressos, contactos, terminais e sistemas semicondutores. Películas muito finas de ouro que reflectem mais de 98% da radiação infravermelha incidente, são usados em satélites artificiais para controle de temperatura e nos visores dos trajes espaciais, como protecção. Da mesma forma, essas películas, aplicadas às janelas dos grandes edifícios comerciais, reduzem a necessidade de ar condicionado e conferem maior beleza às fachadas. Na área da saúde o ouro tem aplicação na odontologia, para obturação.

Mais da metade da produção mundial de ouro é adquirida pelos bancos centrais de todos os países para construir reserva monetária. Além disso, como garantia do papel-moeda em circulação, o ouro pode ser utilizado para cobrir diferenças nas Balanças de Pagamentos de diferentes países.

A adopção do ouro como unidade de conta pelos diferentes sistemas monetários conduziu ao estabelecimento do padrão-ouro, posto em vigor pela primeira vez no Reino Unido em 1821. Tal padrão estipulava relações fixas pelas quais qualquer moeda poderia ser convertida em seu valor em ouro. Depois da Primeira Guerra Mundial, no entanto, o número de países que garantiam a conversão de sua moeda em ouro passou a ser cada vez menor e a prática foi totalmente extinta após ter sido abandonada pelos E.U.A, último, país a adoptá-lo.